Muitos estudantes de comunicação, logo que entram na universidade, ainda se perguntam sobre uma clássica dúvida: “qual a diferença entre Mídia e Marketing de Guerrilha?”. E realmente, a linha entre os dois conceitos é muito tênue. O pressuposto principal para a estratégia ser uma Mídia é, em primeiro lugar, fazer parte da ferramenta de propaganda. Já o Marketing de Guerrilha faz parte, na maioria das vezes, da ferramenta de promoção de vendas. Enquanto propaganda, a mídia pressupõe a existência de um veículo de comunicação – empresa que intermedia a veiculação em um meio de comunicação – e ainda contempla a possibilidade de veiculação de qualquer anunciante, salvo raras exceções. Sob outra ótica, a discussão acerca do Marketing de Guerrilha envolve a ferramenta promocional pela sua característica inusitada, inovadora, diferente de tudo o que já foi realizado anteriormente. Enquanto a Mídia sugere grandes montantes de investimento, o Marketing de Guerrilha requer pouquíssimos investimentos por ação, o que possibilita que pequenos anunciantes possam adotá-lo para divulgação dos seus serviços, produtos e marcas. E de forma completamente diferenciada de seus concorrentes!
Não desmerecendo a veiculação na Mídia, o Marketing de Guerrilha é uma estratégia importantíssima para os anunciantes que desejam se aproximar dos seus consumidores finais. A Mídia, por mais diferenciada que seja, muitas vezes se torna invasiva – mídia em sanitários (painéis internos nas cabines e até em papel higiênico, no caso da Alemanha), mídia em academias, mala-direta, e-mail marketing, dentre outras. Muitas vezes, o consumidor deseja o mínimo de “privacidade”, sem interferência de marcas que ostentam a propaganda de maneira invasiva.
No caso das ações promocionais, em especial o Marketing de Guerrilha, o consumidor estabelece contato com a maneira de forma mais subliminar, sendo envolvido por um momento inusitado, que desperta curiosidade.
As duas estratégias se completam. O interessante é poder trabalhá-las de maneira conjunta, como nesta ação , embasada na mídia cinema, mas mantendo o caráter inusitado e diferenciado, elaborada pela agência Eurofort Ogilvy para o anunciante Wall Street Institute.
Milene Moura é especialista em Mídia e Marketing, professora do curso de Publicidade e Propaganda da Unifacs, pós graduada pela ESPM em Marketing de Serviços e atua há 13 anos no mercado soteropolitano.
Excelente explicação, Milene! Vou compartilhar este post, pois muitos profissionais (não só estudantes) ainda não sabem distinguir esses conceitos.
ResponderExcluirSó quero fazer uma ponderação sobre a parte em que você diz "o Marketing de Guerrilha requer pouquíssimos investimentos por ação". Isso é algo que vem sendo dito desde que Jay Conrad escreveu seu 1º livro, mas eu discordo. É claro que normalmente é assim, com um investimento pequeno, mas nem sempre. Hoje em dia já vemos verdadeiras "campanhas de guerrilha" que precisaram de um grande investimento - as Tchecas são um exemplo disso, gastaram mais de 50 milhões. Prefiro dizer que o marketing de guerrilha amplifica os resultados, se comparado com os que seriam conquistados com o investimento em propaganda tradicional.
Grande abraço!
concordo com você, Júnior!
ResponderExcluirSabemos que não só as pequenas empresas investem no marketing de guerrilha como ferramenta e que as grandes verbas permitem ações maiores, com muito mais impacto e com um retorno superior (seja de conversão em compra, seja em buzz em torno da marca) para o cliente.